Conselho do Corinthians vota retorno de Dualib ao quadro associativo no dia 27

Cartola conseguiu a prescrição da pena reconhecida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em outubro do ano passado

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Cartola conseguiu a prescrição da pena reconhecida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em outubro do ano passado

são Paulo, SP, 09 - O Conselho de Orientação do Corinthians (Cori) votará no próximo dia 27 o pedido do ex-presidente Alberto Dualib, de 99 anos, de voltar para o quadro associativo do clube. O dirigente renunciou ao cargo de mandatário em 2007 e no ano seguinte deixou de ser sócio. Agora tenta retornar ao clube como ato simbólico no ano em que completará o seu centenário, em dezembro.

Se aprovado, o pedido será encaminhado ao Conselho Deliberativo, conforme prevê o artigo 39 do estatuto do clube. A oposição, representada pelo Movimento Corinthians Grande, se mostrou contrária ao retorno de Dualib.

"O mesmo artigo (39), em seu parágrafo único, diz que o pedido só pode ser aceito se cessada a causa do desligamento. Assim esclarecido (e em que pese a idade avançada do ex-presidente), o MCG desde já se manifesta contra o retorno do Sr. Alberto Dualib ao quadro de associados", informou.

LEMBRA?
A causa do desligamento foi uma ação penal movida pelo Ministério Público. Segundo a denúncia na época, Dualib foi um dos responsáveis por um desvio de R$ 1,433 milhão do clube e condenado a três anos e nove meses de reclusão, no regime aberto, substituída por prestação de serviço à comunidade.

Alberto Dualib
Alberto Dualib
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"A decisão do MCG acontece não só porque o ex-presidente possui pendências financeiras perante o clube não estando cessadas as causas de seu desligamento, mas também porque não preenche os requisitos do artigo 5º do Estatuto Social", prosseguiu o MCG em suas redes sociais.

DETALHES
Dualib conseguiu a prescrição da pena reconhecida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em outubro do ano passado. O ex-presidente, no entanto, não foi absolvido e ainda pode ser culpado pelo crime de estelionato. E por isso a oposição se mostra contrário ao seu retorno.