Quando o time da Ponte parece que vai, o miolo de zaga estraga tudo

Sampaio Corrêa arranca empate em Campinas e Macaca continua vacilando sob comando de Marcelo Oliveira

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Quando o time pontepretano acerta partida aceitável, criando chances pra definir vitória diante o Sampaio Corrêa, eis que o 'calcanhar de aquiles', que é o seu miolo de zaga, atrapalha as pretensões com falha grotesca logo no início da partida.

Assim, o placar acusou empate entre ambos por 1 a 1, na noite desta terça-feira, em Campinas, pela Série B do Brasileiro.

PÊNALTI

No primeiro lance ofensivo do Sampaio Corrêa, o meia Marcinho lançou o centroavante Caio Dantas entre Wellington Carvalho e Ruan Renato. E quando o atleta do time maranhense dominou a bola sofreu carga de Ruan, em pênalti acertadamente marcado e convertido por ele aos sete minutos.

No primeiro tempo a Ponte só começou a se encontrar em campo depois dos 15 minutos, quando estava amarrada na marcação do adversário de intermediária a intermediária.

Aí, seu maior volume de jogo passou a ser traduzido em chances de empate.

Na primeira, em cabeçada de Ruan Renato, a bola cobriu o travessão. Depois, na testada de Camilo, em cruzamento de Apodi, a bola passou perto do gol.

CONTRA-ATAQUES

É visível o desgaste físico do Sampaio Corrêa, e por isso o time procurou se resguardar no segundo tempo, com objetivo de administrar a vantagem e tentar explorar contra-ataques.

Os laterais Joazi e Marlon, que servem de desafogo, já não tinham forças para atacar, enquanto o meia Marcinho andou em campo no segundo tempo, com erro do treinador Léo Condé de só substitui-lo nos acréscimos.

Disso se aproveitou a Ponte Preta para ampliar a intensidade ofensiva e chegar ao empate em lance que começou 'viciado', com falta do atacante João Veras não marcada, cabeçada defensável de Bruno Rodrigues e falha do goleiro Gustavo, do Sampaio Corrêa, que largou a bola. Aí o zagueiro Ruan Renato aproveitou o rebote para marcar aos 17 minutos: 1 a 1.

APODI

Como o panorama da partida não se modificou, e a Ponte na insistência pelo gol da vitória, a chance surgiu nos pés de Apodi, infiltrado por dentro, como se fosse centroavante.

Ele partiu em velocidade após lançamento do volante Neto Moura, driblou o goleiro Gustavo, mas se assustou com aproximação de um adversário e chutou a bola precipitadamente para fora.

Portanto, para o pontepretano foi um empate com gosto de quero mais.

Agora ele aguarda a complementação da rodada para observar se o Juventude vai levar vantagem sobre o Botafogo.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
Veja perfil completo
Veja todos