É o caso de o Guarani forçar sobre a instável marcação do Confiança e propor o jogo?

A constatação que ninguém pode fugir é de correria desse time do Confiança. E vai dar trabalho, com certeza.

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Ricardo Catalá
Ricardo Catalá

Como o Confiança é o próximo adversário do Guarani, é natural que o seu treinador Ricardo Catalá observou em detalhes esse empate por 2 a 2 com o Avaí, na noite desta terça-feira, em Sergipe.

A constatação que ninguém pode fugir é de correria desse time do Confiança.

E daí? Oferece risco para o jogo da próxima sexta-feira, no Nordeste do País?

Jogo é jogado e lambari é pescado, avisou há décadas o filósofo de botequim.

ARI MOURA

Quem pode merecer atenção especial é o atacante de beirada Ari Moura, 24 anos de idade, driblador e especialista em assistência, pois dos últimos 48 jogos marcou apenas três gols.

Se o desarrumado Avaí saiu à frente do placar com gol de Rildo durante o primeiro tempo, após o intervalo o Confiança achou o empate em gol contra do zagueiro Rafael Pereira do time catarinense, e a virada do placar deu-se, logo em seguida, quando o meia Ítalo recebeu passe nas costas da zaga, penetrou e marcou.

E AÍ?

Aí é que está a interrogação de como deve proceder o treinador Catalá para tentar surpreender o Confiança.

Se na base do desespero do Avaí, com o seu treinador Geninho enfiando mais atacante no seu time, a defesa do Confiança só espanava de qualquer maneira, isso seria indicativo para o Guarani chegar lá, propor o jogo, e tentar defini-lo logo no início?

Eis a interrogação que compete ao treinador bugrino definir o caminho a seguir.

Se contra o atabalhoado Avaí o sistema de marcação do Confiança bateu cabeça, rechaçou a bola para o lado em que nariz estava virado, seria então o caminho mais lógico do Guarani entrar em campo como se estivesse no Brinco de Ouro?

Se a opção de fato for essa, que o time bugrino tenha precaução com contra-ataque em velocidade do adversário.

PERGUNTA ÓBVIA

Rildo, autor do gol do Avaí durante o primeiro tempo, com placar parcial por 1 a 0 sobre o Confiança, foi o entrevistado no intervalo.

Aí a repórter perguntou:

- É sempre bom marcar, né? É o seu segundo gol na temporada?

Fosse no meu tempo de 'perguntador', décadas passadas, quando ficava na relva, boleiros desbocados ironizavam assim: 'Não, é horroroso marcar gols'.

Rildo, educadamente respondeu que 'é bom sim', mas corrigiu a repórter: “É meu terceiro gol na temporada, e não o segundo”.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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