Alô pontepretano: nada de linha do trem

Alô pontepretano: nada de linha do trem

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

João Brigatti
João Brigatti

Quando a Ponte Preta foi punida pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) da CBF com realização de seis jogos de portões fechados para o Campeonato Brasileiro da Série B de 2018, um grupo de torcedores arrumou um jeitinho de se aglomerar na linha do trem, atrás do Estádio Moisés Lucarelli, para assistir à partida contra o Paysandu.

Aquela punição foi aplicada pela invasão de campo de alguns torcedores pontepretanos, quando da derrota para o Vitória (BA) em Campinas, por 3 a 2, resultado que decretou o rebaixamento dela do Brasileirão de 2017.

Agora, contra este mesmo Vitória, os portões do estádio estarão fechados por medida imposta por agentes sanitários do governo do Estado de São Paulo, a exemplo de que ocorre em todo país, por causa da pandemia do coronavírus.

RECOMENDAÇÃO

Ora, se a recomendação é pra se evitar aglomeração, então que aqueles pontepretanos fanáticos evitem se dirigir à linha do trem, até porque tem sido anunciado que, em caso de necessidade, haverá esvaziamento de torcedores no local.

Da linha do trem tem-se visão parcial do gramado, correspondente à meta dos portões principais, equivalente a menos da metade das dimensões.

Se na luz do dia a visão do gramado é prejudicada, à noite nem de fala.

CONVENCER

Após demonstrar inesperada reação com a retomada do Paulistão, chegando à etapa semifinal, a Ponte Preta ainda não convenceu neste início de Série B do Campeonato Brasileiro.

Seu treinador João Bragatti apostou em mudança de meio time na estreia diante do América Mineiro, e a culpa pela derrota por 1 a 0 foi a falta de entrosamento dos jogadores.

Chance de reabilitação foi inquestionável diante do fraco Brasil, mesmo em Pelotas (RS), mas a Ponte não soube furar a retranca imposta inicialmente pelo adversário, e apenas atingiu vantagem parcial por conta de ter convertido pênalti inexistente a favor dela, que havia sido marcado.

Todavia, quando o Brasil se dispôs a atacar, criou embaraços para os pontepretanos, acertando duas bolas na trave, que precederam o lance do gol de empate, de cabeça, através do lateral-direito Lázaro.

VITÓRIA

Agora vem aí o Vitória, a partir das 20h30 desta sexta-feira, em Campinas, desconhecendo-se a capacidade do time baiano, e menos ainda podendo-se projetar se haverá evolução dos pontepretanos, pois o seu treinador João Brigatti ainda não havia encontrado um formato para encaixe dos contratados com remanescentes do elenco.

Assim, o jeito é conferir aquilo que as equipes vão mostrar.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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