Dirigentes da Ponte querem se deliciar com gol de Roger, ou discutir pobreza do time?

Dirigentes da Ponte querem se deliciar com gol de Roger, ou discutir pobreza do time?

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Na derrota ou na vitória, o ex-trenador Jair Picerni abria indistintamente todas entrevistas citando que 'futebol é resultado'.

Quando ganha, tudo se acalma; quando perde o ambiente é de turbulência.

Pois a Ponte Preta ganhou do Novo Hamburgo por 2 a 1, pela Copa do Brasil.

Enfiou cerca de R$ 1,2 milhão nos cofres do clube, e o bate-papo entre Departamento de Futebol e primeiro escalão do clube de certo será amistoso, detalhando que até que enfim o meia João Paulo encontrou o caminho das redes, após receber assistência do centroavante Roger.

BELO GOL
Na conversa entre eles, há espaço para se falar da beleza do gol de Roger, que acertou o ângulo do goleiro Jacson, independentemente das costumeiras trapalhadas feitas pelo quarto-zagueiro Diego Ivo, que rebateu a bola sem que saísse de sua área, num chutão pro alto, que o atacante soube aproveitar.

Para o torcedor pontepretano a espera de evolução, a noite desta quinta-feira, no Estádio do Vale, interior gaúcho, foi de equipe desarrumada.

Pra piorar, tecnicamente mais da metade do time teve rendimento fraquíssimo.

BRUNO REIS E LAZARONI

Volante Bruno Reis foi quem mais decepcionou, com erros incompreensíveis de passes.

Lateral-esquerdo Guilherme Lazaroni conseguiu lembrar seu xará Guilherme Guedes, pela deficiência técnica.

Se Apodi não convencia no ataque, o mesmo se aplica na lateral-direita. Até o zagueiro Wellington Carvalho, que raramente havia falhado, vacilou no gol do Novo Hamburgo, ao deixar Apodi disputar e perder a jogada pelo alto com o atacante Alison.

Reparo também para a atuação de Trevisan, que igualmente bateu cabeça e errou na entrega de bola.

MAL NO 1º TEMPO TAMBÉM

'Discurso' dos jogadores pontepretanos, na saída do gramado, à Rádio Banderiantes-Campinas, de queda de rendimento da equipe no segundo tempo, mostra apenas parte daquilo que de fato ocorreu.

Também no primeiro tempo o time não convenceu, exceto o gol de João Paulo e alguns lampejos, como aos 28 minutos quando Felipe Saraiva chutou bola pra fora em chance de gol.

Isso mostra a pobreza técnica de ambos os lados, mas pelo menos o limitado Novo Hamburgo mostrou mais apetite. Tentou impor maior volume de jogo, porém sem a devida qualidade ofensiva para desdobramento das jogadas.

COMO MELHORAR?

Se de fato faltam na Ponte Preta dirigentes que tenha discernimento de bola rolando, então que se aconselhem com quem é do meio, para aprenderem aquilo que deve ser feito, visando inicialmente recuperar condição técnica dos jogadores.

O segundo passo é dimensionar se o treinador Gilson Kleina ainda será capaz de minimamente dar padrão tático ao time, pra que pratique futebol organizado.

Caso isso não ocorra, adversários apenas voluntariosos, como o Novo Hamburgo, vão continuar colocando a Ponte Preta em risco durante as partidas.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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