Ponte e clubes de futebol estão incertos da verba publicitária da Caixa

Pontepretanos receberam cerca de R$ 3 milhões da estatal

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Na coluna Informacão o assunto é unha postiça no animal, para evitar que arranhe móveis, paredes, portas e sofá.
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Eis a questão: a Caixa Econômica Federal vai continuar injetando dinheiro em clubes de futebol, na forma de patrocínio?

Nesta temporada a estatal cravou cerca de R$ 153 milhões para estampar a marca nas camisas de América Mineiro, Atlético Goianiense, Atlético Mineiro, Atlético Paranaense, Avaí, Bahia, Botafogo (RJ), Ceará, Coritiba, CRB, Criciúma, Cruzeiro, CSA, Flamengo, Fortaleza, Goiás, Londrina, Paraná, Paysandu, Ponte Preta, Santos, Sampaio Corrêa, Vila Nova e Vitória.

Resta saber se a exposição da marca teve parcela significativa para o lucro líquido da empresa no terceiro trimestre do ano, que atingiu R$ 4,8 bilhões, enquanto no acumulado no ano até outubro o montante é de R$ 11,5 bilhões.

O que pensa o futuro presidente da Caixa, o economista Pedro Guimarães, que vai substituir Nelson de Souza?

É um especialista em privatizações, embora o presidente eleito Jair Bolsonaro já tenha antecipado que a Caixa está fora do radar de desestatização, a exemplo do Banco do Brasil e Furnas, empresas consideradas estratégicas.

PONTE PRETA

Portanto, quando se cobra planejamento no futebol da Ponte Preta para 2019, tem-se que considerar que não há contrato de patrocínio máster nas camisas dos jogadores devidamente encaminhado.

Segundo informações, a Ponte teria recebido R$ 3 milhões pelo contrato anual de 2018 feito com a Caixa.

Sem receita previamente projetada, dirigentes têm dificuldade para programação no escuro. Por isso, a tendência é que seja retardado o processo de reformulação do elenco, embora o Campeonato Paulista de 2019 esteja batendo às portas.

ENXUGAMENTO

Considerando-se projeto de enxugamento de gastos públicos do novo governo federal, é natural se prever que haja hesitação para continuidade de investimentos no futebol, na forma de patrocínio.

Como Bolsonaro já antecipou drástica redução de receita publicitária a veículos de comunicação no ano que vem, tem lógica se a Caixa deixar de investir em clubes de futebol.

Particularmente sou contrário empresas públicas investirem no esporte profissional. Caso haja opção, que se canalize recursos às categorias de amadores em diferentes modalidades.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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