Segundona: Últimos acessos dos semifinalistas tiveram nomes famosos nas campanhas

Paulista x Flamengo e Fernandópolis x Marília disputam o acesso para a Série A3 de 2020 neste final de semana

por Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 17 (AFI) - O fim de semana será de festa para duas torcidas no futebol paulista. Isso porque, as semifinais da Segunda Divisão do Campeonato Paulista Sub-23 vão ter os jogos de volta realizados no sábado (19) - Paulista x Flamengo - e domingo (10) - Fernandópolis x Marília -, definindo os dois acessos para o Paulistão A3 de 2020.

Rebaixadas nos anos recentes, os times já tiveram motivos para comemorar no futebol paulista e também atletas de destaque em seus elencos. Confira abaixo as últimas campanhas que valeram acesso das equipes no futebol paulista:

Paulista – 2001 (Série A2)
Primeiro time do interior a disputar a elite estadual – entre 1926 e 1929 jogou o torneio da LAF –, o Paulista foi um dos pioneiros do futebol brasileiro ao se unir à Lousano em um acordo de co-gestão. Três anos depois, a Lousano deu espaço à Parmalat e o clube passou a se chamar Etti Jundiaí.

Com essa nomenclatura o time viveu os seus melhores momentos. Campeão da Copa Paulista em 1999, a equipe foi vice-campeão da Série A2 em 2000, ano em que somente o campeão (São Caetano) garantia o acesso. Em 2001, a equipe já entrava como uma das favoritas e confirmou isso. Diante de outras 15 equipes, em pontos corridos, o time teve 18 vitórias, sete empates e seis derrotas. No elenco, nomes como Vagner Mancini, Luis Carlos Goiano e Sandro Sotilli.

Vagner Mancini, Luis Carlos Goiano e Sandro Sotilli faziam parte do elenco do Paulista no acesso de 2001
Vagner Mancini, Luis Carlos Goiano e Sandro Sotilli faziam parte do elenco do Paulista no acesso de 2001

Ainda com o nome de Etti Jundiaí, o clube conquistaria a Série C no mesmo ano. No ano seguinte, o acesso bateu na trave. Já sem a empresa e de volta com o nome original (Paulista), o time foi vice-campeão estadual em 2004 e campeão da Copa do Brasil em 2005, atingindo o ápice com a disputa da Copa Libertadores 2006. Porém, sem o aporte financeiro do início do século, o clube passou a perder o espaço no cenário nacional. Em São Paulo, ainda conquistou a Copa Paulista em 2010, com Fernando Diniz, e 2011, com Wagner Lopes. Se manteve na elite paulista até 2014. As outras quedas ocorreram em 2016 e 2017.

Marília – 2014 (Série A2)
Em uma história de subidas e descidas, o Marília teve sua última comemoração em 2014. Vindo de acesso no ano anterior, a equipe manteve o embalo na disputa da Série A2. Disputado por 20 clubes, o torneio teve turno único para definir o campeão e mais três equipes para disputar a elite em 2015.

O Marília fez campanha bastante sólida, se mantendo próximo do G4 no início do torneio e conseguindo adentrar na zona de acesso após a disputa da 10ª rodada. O time ainda flertou com o título, mas faltando três jogos precisou focar mesmo em terminar no G4. Derrotado pelo São Caetano na 17ª, o time venceu o Monte Azul por 2 a 1 e entrou em vantagem na rodada derradeira. Time e torcida precisaram viajar mais de 600km, até Guaratinguetá, local em que o clube conquistou o acesso após vencer os donos da casa por 2 a 1.

Os gols foram marcados por Wellington Amorim e Leandro Costa, dois dos destaques do elenco, que também tinha Wagner Diniz (ex-São Paulo) e Alceu (ex-Palmeiras). No ano seguinte, porém, o clube foi rebaixado no Paulistão, seguido por quedas em 2016 e 2018.

Flamengo – 2008 (Série A3)
Segunda cidade mais populosa do estado, atrás apenas da capital, Guarulhos vive o sonho de ter um representante na elite estadual. Entre os pretendentes, foi o Flamengo quem chegou mais perto. O time disputou a Série A2 em 2009 e 2010 (já havia participado também entre 2002 e 2005). Para chegar nesse escalão, o time rubro-negro conquistou a Série A3 de 2008.

A campanha do título passou por uma primeira fase em que os 20 clubes jogaram em turno único. Os guarulhenses acumularam nove vitórias, cinco empates e cinco derrotas, terminando em terceiro lugar e garantindo vaga nos quadrangulares semifinais. União Barbarense, São Carlos e Nacional foram os adversários, e, de modo incomum, o acesso foi conquistado até com certa facilidade.

Após vitórias contra São Carlos e Nacional e empate com o União Barbarense, o time terminou o turno com sete pontos igualado com o último adversário e dois a frente do Nacional. No returno, Flamengo e União Barbarense empataram novamente. O acesso aconteceu no Nicolau Alayon, com vitória sobre o Nacional, por 1 a 0. Na rodada final, a goleada por 8 a 1 sobre o São Carlos garantiu o time na final, que foi definida e vencida contra o São Bernardo FC.

Entre os atletas do elenco, quem mais ganhou projeção foi o atacante Paulinho. Após passagem (sem sucesso) por Corinthians, o atleta ressurgiu no XV de Piracicaba e foi negociado como Flamengo-RJ, onde conquistou a Copa do Brasil 2013 e o Carioca 2014. Também passou pelo Santos, fazendo parte do elenco campeão em 2016.

Fernandópolis – 2015 (Segunda Divisão)
Frequentador assíduo da Segunda Divisão, o Fernandópolis chegou próximo do acesso em 2012, mas ficou atrás de Votuporanguense e Novorizontino. Em 2015, o time voltou a fazer campanha de destaque. O torneio contou com 30 equipes, divididas em três grupos. Os quatro primeiros de cada avançavam. O Fernandópolis teve início um tanto quanto irregular, vencendo apenas três dos 10 primeiros jogos. No returno, o clube cresceu e a vitória no confronto direto contra o Vocem, em Assis, na última rodada garantiu a classificação em quarto lugar.

Os classificados foram divididos em dois grupos de seis equipes. O Fernandópolis iniciou com derrota para a Inter de Bebedouro. Esse, porém, foi o único revés. A equipe obteve cinco vitórias e quatro empates nos jogos restantes, terminando na liderança. Na final, contra o São Carlos, o clube foi derrotado duas vezes, mas o principal objetivo já havia sido cumprido.

Embora não tenham participado da campanha até o final, o atacante Muller (tetracampeão em 1994) e o lateral Maurinho (ex-Cruzeiro e São Paulo) atuaram. Aos 49 anos, o atacante jogou apenas o primeiro jogo, mar marcou um gol (o último de sua carreira). Já Maurinho, natural de Fernandópolis, atuou em 10 partidas. A participação do Fernandópolis na A3 durou apenas no ano seguinte, já que o time acabou rebaixado.