Palmeiras faz acordo milionário para encerrar processo com dirigente

Ex-presidente do Criciúma foi fiador do Palmeiras na transferência que envolveu Palmeiras e Werder Bremen, da Alemanha

por Agência Futebol Interior

São Paulo, SP, 07 (AFI) – Após muitos anos, o Palmeiras enfim chegou num acordo para encerrar processo movido pelo ex-presidente do Criciúma, Antenor Angeloni, em que o dirigente cobrava cerca de R$ 60 milhões por ter sido fiador na negociação de Wesley entre o time paulista e o Werder Bremem, da Alemanha.

Há algum tempo o Palmeiras vinha sinalizando que toparia fazer um acordo neste processo, porém, Angeloni queria garantias de que receberia todo o valor oferecido. As partes conversaram e fizeram acordo de R$ 48 milhões, sendo que R$ 20 milhões já serão liberados ao dirigente, pois estavam bloqueados judicialmente.

Dívida foi originada em negócio envolvendo o meia Wesley
Dívida foi originada em negócio envolvendo o meia Wesley

A dívida foi originada em 2012, quando Palmeiras contratou Wesley junto ao futebol alemão.

Na época, o clube fez campanha na internet para arrecadar R$ 21 milhões para quitar a dívida pela transferência, mas não teve sucesso.

Angeloni entrou com a ação e o valor só aumentou devido a correção monetária e juros.

PROCESSO LONGO
Internamente, o departamento jurídico indicou que o processo poderia durar mais alguns anos, contudo, a dívida ficaria ainda maior. Por isso, o presidente Mauricio Galiotte se esforçou para chegar num acordo e encerrar de vez esta pendência antiga.

O curioso é que o acordo fechado pelo Palmeiras acontece mesmo diante de um cenário de cautela e incertezas devido ao novo coronavírus. O clube já admitiu que alguns reforços não foram contratados, pois a insegurança com receitas na temporada é gigantesca. O clube perdeu valores com bilheteria e também com o programa de sócio-torcedor.