Prass critica participação de Bolsonaro na premiação do título: 'Nem peguei na taça'

Segundo o goleiro, muita gente ficou em volta do troféu, e apenas no final da festa, conseguiu tirar uma foto com a taça

por Agência Futebol Interior

São Paulo, SP, 12 (AFI) - Vangloriado por alguns jogadores como Felipe Mello, a participação do presidente eleito Jair Messias Bolsonaro na cerimônia de premiação do Palmeiras pelo título do Brasileirão não agradou a todos. Um dos atletas que não gostaram da presença do político, foi o goleiro Fernando Prass, que discordou do convite feito pelo alviverde ao novo mandatário nacional.

"Ali é um momento dos jogadores. Nos cobravam muito para estarmos mais organizados, essas festas para entrega de troféus são sempre muito complicadas. Na Europa é tudo limpinho e no Brasil sempre aquela confusão", disse Prass, em entrevista ao jornal Agora São Paulo.

"Tanto que, quando o pessoal saiu para dar a volta olímpica, eu mesmo não consegui pegar a taça em momento nenhum, pois era tanta gente em volta querendo pegar. Só fui tirar foto com a taça no fim, quando a colocaram de volta no palanque".

Prass critica participação de Bolsonaro na premiação do título: 'Nem peguei na taça'
Prass critica participação de Bolsonaro na premiação do título: 'Nem peguei na taça'
Além disso, alguns jogadores bateram continência a Bolsonaro, já que ele é capitão reformado do Exército. Diferente de muitos, Fernando Prass preferiu cumprimentar o presidente eleito da forma mais cordial possível. Na visão do arqueiro, o momento era de comemoração e não de misturar política ou religião.

"É sempre muito complicado misturar três coisas: futebol, política e religião. Se quiserem misturar essas coisas, vai ter pano pra manga, briga em família, discussão com amigos. São assuntos muito delicados", afirmou o goleiro, na mesma entrevista.

"A festa, na realidade, é um evento da CBF, é no estádio do Palmeiras, mas quem entrega os crachás e autoriza quem sobe e quem não sobe é a CBF, não é o clube. Com certeza se o Palmeiras quisesse colocar o Joãozinho para entregar o troféu, a CBF não iria deixar, foi um evento de responsabilidade da CBF. Eu não sou a favor de misturar".