À espera da Ponte Preta, Juventude atrela saída de Renato Cajá com pagamento de multa

Presidente Walter Dal Zotto não tem intenção em firmar novo empréstimo do meia para 2020

por Lucas Rossafa

Caxias do Sul, RS, 05 (AFI) - Emprestado pelo Juventude à Ponte Preta até 16 de dezembro, Renato Cajá segue com destino incerto em 2020.

Embora o meio-campista tenha vínculo junto ao clube gaúcho até dezembro do próximo ano, ele - e a diretoria campineira - já revelaram intenção de estender o acordo.

Em entrevista ao Portal Futebol Interior, o presidente do Papo, Walter Dal Zotto, atrelou liberação do jogador mediante pagamento da multa rescisória.

"Ele tem contrato conosco até o final de 2020. Há possibilidade de ficar na Ponte se pagarem a multa estabelecida. O valor é contratual. Não posso revelar pois trata-se de um assunto interno e teria muita especulação se divulgarmos. Quando o clube entrar em contato conosco, se entrar, passaremos pra eles", garantiu.

Renato Cajá tem permanência indefinida na carreira para 2020
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Na imprensa do Sul, especula-se que o montante gira em torno de R$ 2 milhões, investimento improvável a ser feito pela Macaca.

PRIORIDADE

Osvaldo Pioner, diretor de futebol do Papo e responsável pela montagem do elenco para 2020, também tem intenção de manter Cajá no elenco já a partir do Campeonato Gaúcho. O dirigente, entretanto, não descartou chance de negociação.

"O Juventude está bem aberto. Temos boa relação com a Ponte, um clube que sempre teve respeito e ética aqui conosco. Entendo a posição do clube. Eles sabem que o Cajá tem contrato conosco. Nós não fomos procurados. As informações que eu tenho são da imprensa. Nós firmamos acordo até dezembro de 2020 justamente por ter interesse em ele ficar conosco. Talvez, no meio do ano, se tivermos sucesso, podemos estender mais um pouco", afirmou, em entrevista exclusiva ao jornalista Marco Guarizzo, da Rádio CBN Campinas.

"Cajá voltou a ter nome no mercado aqui no Juventude. Nós corremos o risco de dar certo ou errado. Vocês sabem como é o contrato. Tudo é possível. Se formos procurados, vamos conversar. É respeitar a posição da Ponte, ver o que é melhor para nós e também para o atleta, que acrescenta muito dentro e fora de campo", completou o dirigente.