Vítima de reformulação, Rafael Fragoso se despede do Guarani: 'Passagem muito bacana'

Preparador físico, entre idas e vindas, contabilizou sete temporadas na comissão técnica do Bugre

por Lucas Rossafa

Campinas, SP, 31 (AFI) - Rafael Fragoso não faz mais parte da comissão técnica do Guarani. Vítima de reformulação implementada pelo presidente Ricardo Miguel Moisés, o preparador físico auxiliar foi comunicado do desligamento para 2020.

O profissional foi contratado em abril de 2013 para disputa da Série C do Campeonato Brasileiro. Posteriormente, deixou o clube a caminho do Nacional-AM, ao lado do técnico Francisco Diá.

Um ano depois, Rafinha, como é popularmente conhecido, retornou com Evaristo Piza, permanecendo até a sexta rodada da Série C de 2016, época em que Marcelo Chamusca era o comandante - o destino, porém, foi o América-RN.

Rafael Fragoso deixa preparação física do Guarani - Letícia Martins / Guarani FC
Rafael Fragoso deixa preparação física do Guarani

Ao fim daquele ano, com pouco tempo no time potiguar, o preparador aceitou convite do então executivo de futebol, Rodrigo Pastana, e retorna ao Brinco de Ouro da Princesa nas quartas de final da terceira divisão nacional até se despedir em dezembro de 2019.

"Depois do término da Série B, o Guarani me comunicou não permaneceria. Avisaram com antecedência para ter tempo de ir atrás de alguma coisa. Mas tudo já estava encaminhado, haja vista o processo de reformulação. Fiquei bom tempo. Entre idas e vindas, foram sete anos de Guarani, com acesso na Série C e na Série A2, além do título", declarou, em entrevista ao Portal Futebol Interior.

"Foi uma passagem bacana. Saio pela porta da frente e tranquilo. Eles já queriam fazer algumas mudanças. Eu já sabia, internamente, da troca no comando físico e de goleiros. Isso faz parte do processo. A saída é normal. Não tenho ressentimento nenhum. Quem está no futebol sabe como funciona. Não há mágoa", emendou.

AMADURECIMENTO

Nos últimos anos de Guarani, Fragoso teve oportunidade de trabalhar ao lado da maior parte dos treinadores - a exceção foi Márcio Fernandes, em 2014. Na visão dele, a riqueza de diferentes trabalhos ajudou em seu amadurecimento profissional.

"Foi um período de muito amadurecimento. Até precisava fazer as contas, mas foram mais de 20 técnicos com os quais eu trabalhei. Uma experiência enorme, muito boa mesmo. Trabalhei com gente boa no mercado e de times grandes", ponderou.

"Estou aguardando propostas. Neste fim de ano, todo mundo já está praticamente fechado. Infelizmente, tenho de aguardar este início e ver o que vai acontecer no mercado. Há coisas para fora do país também, o que pode acontecer. Eu não recuso trabalhar na categoria de base. Estou aberto a qualquer coisa para desenvolver", completou.