Para Renato Gaúcho, o árbitro do VAR mudou a história e provocou a queda do Grêmio

"Ou ele é cego ou é burro, não é possível" - disse Renato ao reclamar de um pênalti no primeiro gol do River Plate

por Agência Futebol Interior

Porto Alegre, RS, 31 (AFI) – Ao contrário do habitual, desta vez o técnico Renato Gaúcho demorou muito para comparecer à entrevista coletiva após a eliminação do Grêmio na Copa Libertadores da América.

De banho tomado para tirar a roupa encharcada pela chuva, o técnico demorou uma hora até chegar à sala de imprensa e enfrentar os repórteres. Na verdade, a porta do vestiário permaneceu fechada durante todo este tempo, inclusive com todos os jogadores permanecendo lá dentro.

Bola bateu no braço do argentino no lance do primeiro gol do River Plate. Este é o lance na área.
Bola bateu no braço do argentino no lance do primeiro gol do River Plate. Este é o lance na área.

GREMIO ROUBADO
Renato lamentou o erro cometido pela arbitragem que, segundo ele, o deixou com muita raiva.

“Eu preferia ter levado de 5 a 0 do que sair da Libertadores pelo VAR”.

Ele acha que o jogo estava controlado, mas lamentou os fatos ocorridos no final e que determinaram a virada.

“O Grêmio foi roubado. Ou será que tinha lá dentro (VAR) o Steve Wonder” – ironizou ao comparar o árbitro com o cantor cego norte-americano.

“Aconteceram coisas que são do futebol, mas são inaceitáveis. Não vou culpar o árbitro do jogo, agora é inaceitável o árbitro do VAR não chamar o árbitro do jogo pelo primeiro gol do River (que tocou na mão do atacante).

Foi um lance rápido, mas não tem desculpa, porque o gol saiu com o braço. O pênalti, no segundo gol, foi legítimo. Só que uma coisa leva a outra. A gente estaria ganhando por 1 a 0 ainda neste momento do pênalti”.

Para Renato Gaúcho, o pênalti marcado contra o Grêmio foi legítimo. Mas o VAR não viu braço no lance do primeiro gol.
Para Renato Gaúcho, o pênalti marcado contra o Grêmio foi legítimo. Mas o VAR não viu braço no lance do primeiro gol.

MUDANÇA MELHOROU TIME
Questionado sobre troca de Maicon por Everton ainda aos oito minutos do segundo tempo, ele foi bem claro, e se isentou sobre a eliminação pela substituição.

“De maneira alguma isso atrapalhou, porque vocês não sabem as coisas que acontecem nos vestiários, nem as conversas que eu tenho com os jogadores. No intervalo, tanto o Maicon como o Ramiro me disseram que estavam com as pernas pesadas.

Um eu teria que tirar. Coloquei o Everton para um lado, o Alison para outro e deixei o Ramiro mais no meio. Acredito que o Grêmio melhorou e teve a bola do jogo com o Everton. Poderíamos ter feito o gol e matávamos o jogo ali”.

P DA VIDA
Renato também revelou as suas presenças nas reuniões da Conmebol sobre o VAR.

“As reuniões chegam a dar raiva. Me deixam ‘p’ da vida. A Conmebol gasta milhões de dólares para a gente ver esta palhaçada. A raiva continua. Vocês teriam que perguntar para o árbitro do VAR: por que não marcou o pênalti. Sou a favor do VAR, mas ele tem atrapalhado o jogo de futebol”.

O técnico manteve o discurso crítico ao VAR, deixando de lado a análise mais profunda sobre o jogo.

“O jogo estava controlado até o zero a zero. O River não criava situações perigosas. Nós saímos na frente e tivemos a bola do jogo. Daí aconteceu este lance do pênalti e mudou a história”.

Gremistas incrédulos, ao fundo, vêem a festa dos argentinos após o segundo gol em pênalti
Gremistas incrédulos, ao fundo, vêem a festa dos argentinos após o segundo gol em pênalti

TUDO DO MESMO
Para o técnico, ainda de cabeça quente, a lição do jogo é que “eu faria tudo da mesma maneira, porque fizemos tudo certo”. Sobre sua renovação de contrato, ele confessou que nesta reta final “não tinha cabeça para discutir este assunto”.

Para Renato, de 56 anos, a eliminação não pode apagar todo o trabalho realizado por ele no clube. A sua última passagem pelo Grêmio já dura dois anos e um mês, com três conquistas importantes: Copa do Brasil 2016, Libertadores da América em 2017 e Recopa Sul-Americana em 2018.

 
 
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