ESPECIAL INTERNACIONAIS: França e Real Madrid triunfam, Messi e CR7 são desbancados

Ano teve gigantes caindo e acontecimentos que ficam para a história, desde as transferências até os marcantes confrontos

por João Vitor Nicodemus

Campinas, SP, 31 (AFI) – Ano de Copa do Mundo tem sempre um gostinho especial para os fãs de futebol mundial e em 2018 não foi diferente. Além dos acontecimentos marcantes na caminhada da França ao bicampeonato mundial, o ano marcou a história com uma final de Libertadores entre River Plate e Boca Juniors, com a saída de Cristiano Ronaldo do Real Madrid, após o português ser desbancado, junto com Messi, por Luka Modric, e com muitos outros feitos que serão lembrados para sempre.

Dentro das quatro linhas, na Copa do Mundo da Rússia, a França chegou para o torneio como uma das grandes favoritas e foi uma das poucas que conseguiu fazer jus ao rótulo, já que a Copa marcou a queda de campeãs mundiais logo cedo. Comandada por Mbappé, jovem do PSG que desbancou Neymar e passou a ser o jogador mais valioso do mundo, Les Bleus atropelaram a Croácia na decisão em Moscou e conquistaram o mundo pela segunda vez em sua história.

O triunfo foi francês, mas o título de melhor jogador da Copa ficou com o meio-campista da Croácia, Luka Modric, que não parou por aí. O meia do Real Madrid conseguiu, após incríveis 10 anos de hegemonia de Messi e Cristiano Ronaldo, se tornar o melhor jogador do mundo. Além da Copa do Mundo, o croata conseguiu levar o Real Madrid a mais um ano de muitas glórias.

O começo da caminhada Merengue aconteceu na Liga dos Campeões, cuja final teve o retorno do Liverpool, que vinha apagado no cenário internacional. Contando com grande contribuição do goleiro Karius, do time inglês, o Real Madrid faturou o título da competição pela terceira vez consecutiva, a quarta nos últimos cinco anos.

A hegemonia da equipe espanhola se prolongou até o Mundial de Clubes, mesmo após perder Cristiano Ronaldo, seu principal jogador, no meio do ano. O português foi vendido para a Juventus, que segue dominando as coisas na Itália, por 100 milhões de Euros.

Sem CR7, o Real Madrid não teve dificuldades para conquistar o Mundial de Clubes, batendo o Al Ain na grande final. Isso porque o outro favorito, o River Plate, decepcionou e caiu logo na semifinal. Apesar do vacilo no Mundial, os Millionários conquistaram em 2018 o maior feito de sua história, a Copa Libertadores, em cima do maior rival, o Boca Juniors.

A maior competição Sul-Americana teve, de fato, valor especial em 2018. Pela primeira vez, River Plate e Boca Juniors se encontraram na decisão do torneio, que foi marcante. Após um grande jogo de ida que terminou empatado, confrontos e violência fizeram com que o jogo foi adiado diversas vezes, até que a Conmebol decidiu levar a partida para a Espanha, em Madrid, no estádio Santiago Bernabéu. Lá, o River Plate buscou uma virada memorável já na prorrogação e ficou com o glorioso título.

Esta, inclusive, foi a última vez que a final aconteceu neste formato, já que a partir do próximo ano será disputada de forma única, em campo neutro, assim como a Copa Sul-Americana, que, em 2018, teve vencedor brasileiro inédito: o Athletico Paranaense.

E, já que o assunto é Brasil, vale também destacar o ano, não tão bom da seleção canarinho. Com uma geração empolgante, o time comandado por Tite deixou a desejar e caiu logo nas quartas de final do Mundial. O mesmo aconteceu com seu principal jogador, Neymar. Muito criticado mundialmente, o camisa 10 do PSG recebeu tudo que é tipo de reprovação e precisará jogar muita bola para dar a volta por cima.