Tecnologia nos uniformes: a importância da mudança nas camisas de futebol

Não há uma fórmula mágica para ganhar embora os uniformes tenham importante papel no desempenho dos jogadores.

por Agência Futebol Interior

Uniformes de futebol são muito mais que camisas com um escudo gravado no peito e uma série de patrocinadores espalhados pelas mesmas. Na verdade, além de toda história dos clubes e os pesos das conquistas, as camisas atuais também são peças de alta tecnologia embutida. Assim, quando um clube fecha um contrato com a Nike, Adidas, Umbro, Puma e várias outras empresas do ramo, ele coloca em jogo muito mais que valores monetários e logística na fabricação das peças.

Mas é importante lembrar que, atualmente, as principais marcas já dominam técnicas de fabricação de uniformes de alta tecnologia. Sendo assim, dificilmente o uniforme mais avançado garantirá a vitória. Diferentemente do que já aconteceu na natação, onde tecidos de baixo atrito hidrodinâmico foram decisivos em competições, até que os mesmos fossem banidos.

Ou seja, quem gosta de apostar em partidas, por exemplo, não precisa pesquisar se o uniforme da Nike é melhor que o da Adidas antes dos jogos. A nossa dica é conferir as estatísticas dos times, ler as notícias recentes, selecionar a opção do bônus sem depósito e seguir seu coração para dar seu palpite. Não há uma fórmula mágica para ganhar, na verdade, embora os uniformes tenham importante papel no desempenho dos jogadores.

Os desafios da fabricação de uniformes

Um uniforme tem uma tarefa difícil a ser cumprida: ele deve ser atraente, afinal de contas é fundamental que as pessoas comprem o mesmo, tanto para prática de esportes, quanto para o seu uso mais comum: durante os churrascos de família e amigos. Brincadeiras à parte, o fato é que se um uniforme não agrada a torcida, o baixo número de vendas pode prejudicar as finanças de uma equipe.

Tecnologia nos uniformes: a importância da mudança nas camisas de futebol
Tecnologia nos uniformes: a importância da mudança nas camisas de futebol
Outro pré-requisito de um uniforme é ser adequado para prática de esportes. O algodão era o tecido utilizado até os anos 80, mas o mesmo tinha alguns problemas, como a alta absorção de umidade. Logo, após alguns minutos de jogo era possível ver 22 jogadores, mais o juiz, todos repletos de marcas de suor, algo que não é tão agradável de se ver, nem confortável de sentir na pele.

E não basta simplesmente deixar o tecido mais fino para reduzir a absorção de umidade e aumentar a ventilação. Afinal de contas, é importante que o uniforme seja minimamente resistente. Caso contrário, no primeiro “puxão” a camisa simplesmente desintegraria, e é importante lembrar que o futebol é um esporte de contato, logo, este tipo de situação é frequente.

Como os problemas foram resolvidos

Naturalmente, a solução para os problemas citados vão depender da evolução da tecnologia. Por exemplo, pesquisas mostraram que a utilização do poliéster era uma ótima ideia, visto que a fibra absorve muito menos líquido que o algodão. Assim, quando o jogador transpira, o suor é transferido para as camadas externas com mais rapidez e facilidade. Além disso, é importante lembrar que ao absorver líquidos, o uniforme tem seu peso alterado, logo, o poliéster também consegue ser mais leve, principalmente após alguns minutos de jogo.

Mas, como toda nova tecnologia, as primeiras aplicações costumam ter problemas sérios que praticamente inviabilizam a sua utilização. No caso do poliéster, a fibra teve como maior desafio de aplicação seu desconforto ao contato. Vários atletas, inclusive, afirmavam que o tecido pinicava a pele dos mesmos, logo fez-se necessário pesquisar mais sobre as maneiras de tornar o tecido mais suave ao toque.

Com isso surgiu o “dry-fit”, um tecido de fibra sintética que é leve, de toque agradável e que permite uma alta taxa de evaporação do suor. Desde o surgimento do mesmo, em 1990, as camisas de futebol,e inclusive algumas camisas de equipes de esporte eletrônico, são construídas com esta fibra ou alguma evolução desta tecnologia. Atualmente, por exemplo, algumas camisas utilizam uma microfibra que tem sua seção transversal trilobal, que é basicamente um fio que tem uma seção parecida como um “Y”. Ao utilizar uma fibra deste tipo, consegue-se aumentar a taxa de evaporação e o tecido é mais reflexivo. Agora você sabe porque as camisas de futebol “brilham” cada vez mais.